O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Mirandópolis – SAAEM realizou hoje (10) um monitoramento com câmeras de alta resolução para avaliar as condições internas e os índices de incrustações das tubulações da rede de abastecimento de água no Município. A tecnologia aponta como estão os encanamentos e pode ajudar na prevenção de problemas como falta d’água e/ou sujeiras nas torneiras dos contribuintes.
Através do registro das imagens, capturadas por um cabo de fibra ótica, será possível, nos próximos dias, relatar exatamente quais são as condições dos encanamentos que levam água potável até as casas dos mirandopoelenses e ainda comprovar a eficácia de um produto químico ortopolifosfato, aplicado na Estação de Tratamento de Água (ETA) há meses. “O produto impede o acúmulo de ferro e manganês nas redes, com intuito de minimizar a corrosão e controlar a cor e turbidez da água. É importante destacar que esses metais não causam nenhum problema à saúde, mas podem provocar coloração amarelada na água, dependendo das concentrações”, explica o químico Vinícius Tiago Joroski, da empresa paranaense Mojave, fornecedora do produto Ecopox.
Segundo o diretor executivo do SAAEM, José Felício Albano, o monitoramento, que não terá nenhum custo adicional para a Autarquia ainda ajudará a compreender casos de abastecimento em pressão baixa (quando o morador reclama que sai pouca água da torneira) e proporcionará condições de planejamento de medidas que visam melhorar o serviço prestado à população. “Com a tubulação comprometida, cheia de resíduos, além de chegar menos água aos contribuintes, gera um custo elevado de energia e manutenção das bombas e ainda, quando há rompimento na rede, demoramos para perceber porque devido a baixa pressão, não percebemos imediatamente e então temos uma perca desnecessária”, detalha o administrador do Serviço.
A empresa que fez o levantamento adiantou que nos três pontos visitados em Mirandópolis, já foi possível constatar que o nível de incrustação está em nível avançado podendo, em um futuro próximo, obstruir a passagem da água. “É como se fossem as veias do corpo humano prestes a serem entupidas, é preciso cuidar para que não comprometam o abastecimento e qualidade do líquido aos moradores”, comparou o químico.
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